sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

COMO DAR COMPRIMIDO A UM GATO

1. Pegue o gatinho e aninhe-o no seu braço esquerdo como se segurasse um bebê. Coloque o indicador e o polegar da mão direita nos dois lados da boquinha do bichano e aplique uma suave pressão nas bochechas enquanto segura o comprimido na palma da mão. Quando o amorzinho abrir a boca atire o comprimido lá para dentro. Deixe-o fechar a boquinha e engolir.
2. Recupere o comprimido do chão e o gato de detrás do sofá. Aninhe o gato no braço esquerdo e repita o processo.
3. Vá buscar o gato no quarto e jogue fora o comprimido meio desfeito.
4. Retire um novo comprimido da embalagem, aninhe o gato no seu braço enquanto lhe segura firmemente as patas traseiras com a mão esquerda. Obrigue o gato aabrir a mandíbula e empurre o comprimido com o indicador direito até o fundo da boca. Mantenha a boca do gato fechada enquanto conta até dez.
5. Recupere o comprimido de dentro do aquário e o gato de cima do guarda-roupas. Peça a ajuda de alguém.
6. Ajoelhe-se no chão com o gato firmemente preso entre os joelhos, segure as patas da frente e de trás. Ignore os rosnados baixos emitidos pelo gato. Peça ao seu ajudante que segure firmemente a cabeça do gato com uma mão enquanto força aponta de uma régua para dentro da boca do gato com a outra. Deixe cair o comprimindo ao longo da régua e esfregue vigorosamente o pescoço do gato.
7. Vá buscar o gato no trilho da cortina e retire outro comprimido da embalagem.Tome nota para comprar outra régua e consertar as cortinas. Cuidadosamente varra os cacos das estatuetas e dos vasos do meio da sala e guarde-os para colar mais tarde.
8. Enrole o gato numa toalha grande e peça ao seu ajudante para se deitar por cima de forma que apenas a cabeça do gato apareça por debaixo do sovaco. Coloqueo comprimido na ponta de um canudinho, obrigue o gato a abrir a boca emantenha-a aberta com um lápis. Assopre o comprimido do canudinho para dentro daboca do gato.
9. Leia a bula inclusa na embalagem para verificar se o comprimido faz mal ahumanos, beba uma cerveja para retirar o gosto da boca. Faça um curativo no antebraço do seu ajudante e remova as manchas de sangue do carpete com o auxilio de água fria e sabão.
10. Retire o gato da garagem do vizinho. Vá buscar outro comprimido. Abra outra cerveja. Coloque o desgraçado dentro do armário e feche a porta até o pescoço deforma que apenas a cabeça fique de fora. Force a abertura da boca do gato comuma colher de sobremesa. Utilize um elástico como estilingue para atirar ocomprimido pela garganta do gato abaixo.
11. Vá buscar uma chave de fendas na garagem e coloque a porta do armário de novo nos eixos. Beba a cerveja. Vá buscar uma garrafa de whisky. Encha um copo e beba. Aplique uma compressa fria na bochecha e verifique a data de quando tomoua última vacina contra tétano. Aplique compressas de whisky na bochecha para desinfetar. Beba mais um copo. Jogue a camiseta fora e vá buscar uma nova no quarto.
12. Telefone aos bombeiros para virem retirar o maldito do gato de cima da árvore do outro lado da rua. Peça desculpa ao vizinho que se espatifou contra oposte, enquanto tentava desviar-se do gato em fuga. Retire o último comprimidode dentro da embalagem.
13. Amarre as patas da frente às patas de trás do filho da puta do gato, com a mangueira do jardim, e em seguida prenda firmemente à perna da mesa da sala dejantar. Vá buscar as luvas de couro para trabalhos de jardinagem na garagem. Empurre o comprimido para dentro da boca da besta seguido de um grande pedaço de
carne. Seja suficientemente bruto, segure a cabeça do raio do gato na vertical edespeje-lhe um litro de água pela goela abaixo para que o comprimido desça.
14. Beba o restante do whisky. Peça ao seu ajudante que o leve ao pronto-socorroe sente-se muito quieto enquanto o médico lhe costura os dedos, o braço e lhe remove os restos do comprimido de dentro do seu olho direito. A caminho de casa ligue para a loja de móveis para encomendar uma nova mesa de jantar vá buscar o filho da puta do gato mutante que tem parte com o demônio e é fugitivo do inferno. Telefone para a loja de animais e pergunte se têm tartaruguinhas.

VIOLÊNCIA E INDISCIPLINA NAS ESCOLAS

A indisciplina nas escolas, sobretudo nas Escolas de Educação Básica, tem-se tornado um cenário cada vez mais constante e preocupante para os educadores. Apesar das inúmeras tentativas de apaziguar Esta realidade, o fato persiste e, ao longo dos anos, agrava-se cada vez mais. Acreditamos que para que esta situação venha a ser, pelo menos em parte, solucionada é necessário um envolvimento não só dos educadores ou profissionais da educação, mas também por aqueles que estão direta ou indiretamente ligados aos agentes que fazem parte deste contexto.
A indisciplina é um problema muito complexo e apesar da necessidade do envolvimento da família e outras instituições na tentativa de solucionar a questão, a escola não pode negar seu papel de formadora e disciplinadora e isto está intrinsecamente ligado a sua finalidade em formar o jovem preparando-o para vida e para cidadania. Se por um lado a escola atua através de ações que visam ao cumprimento das leis e normas, por outro lado a escola mostra-se condescendente e a dinâmica dos seus grupos internos estabelecem interações, rupturas, permitindo a troca de idéias, palavras, trocas de sentimentos e conflitos.
Existe a necessidade iminente de intervir e junto com os demais segmentos refletir sobre o mundo violento que vem assolando nossas escolas. Faz necessário analisar e refletir com mais veemência sobre essa realidade que toma conta dos espaços escolares e que está, de forma direta, interferindo tão gravemente e influenciando tão negativamente na aprendizagem de nossos aluno e em suas permanências no âmbito escolar.
Acreditamos que o baixo desempenho acadêmico e abandono escolar são conseqüências desastrosas de além de outros aspectos, também da indisciplina e violência dentro da escola e que esta triste realidade pode ser revertida se houver uma mobilização global entre escola, famílias, comunidade e governo, no sentido de implementações de projetos com ações complementares que estejam diretamente voltados às famílias, a formação continuada dos professores, gestores e funcionários.
Faz-se necessário a construção de práticas organizacionais e pedagógicas que considerem as características das crianças e jovens que hoje frequentam as escolas. Existem fatores que não podem estar distantes do gosto e da necessidade dos alunos pois quando a escola não tem significado para eles, a mesma energia que leva ao envolvimento, ao interesse, pode transformar-se em apatia ou explodir em indisciplina e violência.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

AMOR COM MAUS TRATOS OU AMOR COM AMOR?

Homem e mulher se complementam porque assim é a natureza em sua essência e perfeita harmonia. Porque foi assim, é assim, e assim será sem que haja probabilidades de mudanças no percurso natural da história. Um homem ama uma mulher pelo mesmo motivo que um bebê necessita do peito materno, ou pelo mesmo motivo pelo qual ,os peixes necessitam da água para sobreviverem. Tudo faz parte da natureza sem indagações, sem conjecturas ou mesmo sem maiores preocupações de saber o porquê. E se antes a mulher era passiva e submissa, hoje ela é cônscia de seu espaço social, participativo, com direitos de liberdade e de escolha . A regra é dar e receber, fazer sentir e sentir, amar e ser amada. E todos e quaisquer motivos, tais como ciúme, desconfiança, que possam causar infelicidades no amor de um homem por uma mulher não justificam a violência contra as mesmas, e advêm da fraqueza humana, dos sentimentos mesquinhos que se contrapõem ao mais sublime de todos: O amor.
É bem verdade que durante muito tempo a violência praticada contra as mulheres gozou de impunidade. Hoje elas se rebelam e se revelam guerreiras, cuja luta é pela justiça e pela igualdade de direitos, e este é mais um de seus espaços adquiridos. O primeiro passo dado foi “a boca no trombone” as mulheres agredidas começaram a falar do acontecido e prestar queixa às delegacias,o adeus ao silêncio foi um alerta à sociedade de um grave problema.
Desde setembro de 2006, quando a Lei Maria da Penha entrou em vigor, o índice de violência domestica diminuiu. Apenas lembrando, a lei recebeu este nome em homenagem a Maria da Penha Maia, uma biofarmacêutica muito maltratada pelo marido e que em conseqüência dos maus tratos ficou paraplégica.
A lei é clara quanto aos casos de reincidência da agressão, as medidas de urgência afastam do lar o agressor .
Infelizmente o Brasil necessita da implantação de leis desta natureza, mas diante desta realidade é necessária e muito bem vinda. E nessa controvérsia, encaixa-se muito bem o paradoxo do “gostar maltratando”, ou do “amar machucando” e estes fatos atingem de forma letal o que deveria estar “escrito nas estrelas”o que deveria ser a coisa mais linda, mais sublime, mais perfeita e esperada por Deus, ante sua criação: O amor, e a união de um homem e uma mulher.
Claudete Maria.