Óh Deus do Céu
Te agradeço mais um dia
Em que o Sol forte alumia
Nossa vida nossa luta
E que haja ânimo
Quando chegue a labuta
E nunca venha o desânimo
Diante de tanta luta
Abençoa nossa gente
Abençoa nosso gado
E as crianças inocentes
Faz cair água
Nesse sertão tão sofrido
Alivia toda mágoa
Do povo desprotegido
Nos daí graça e saúde
Faz brotar no meu sertão
Folhas verdes amiúde
Modifica essa paisagem
Não tira de nós a coragem
Muito menos a esperança
De ver o gado engordando
Satisfeito a luz do dia
E ver no rosto dos homens
Um sorriso de alegria
Que transformou água em vinho
E fez cego enxergar
Faz chover um bocadinho
Que é pra gente se animar
Deixa a terra matar a sede
Fazendo a lavoura verde
E nós muito admirados
Vendo a água derramar
Perdoa esse sertanejo
Que alimenta o desejo
De ver o sertão mudar
Ver o homem acordar cedo
E sair pra trabalhar
Sem mostrar que está com medo
De não ter o que colher
E nem ter o que plantar
Abençoa esse Nordeste
Terra de cabra da peste
Estendendo a tua mão
Transforma a luta em vitória
E faz mudar a história
Da seca do meu sertão
ALMA PURA
pude ver a translucidez de tua alma pura
e o teu olhar cheio de candura
ainda mais fala da brancura
da limpidez e meiguice do teu ser,
da doçura de teus gestos inocentes
e da serenidade que habita em teu espírito infantil
A purpurina, linda cor...
Traduz a tua vivacidade, teus encantos
Como se a fogueira mantivesse acesa
a chama da esperança que se vê
através da expressão otimista
de teu olhar de anjo.
São muitas as nuanças
É o conjunto de tua essência e sabedoria
A reunião das cores num resultado
harmonioso e envolvente
desvela o que realmente és
O primor, o motivo maior, a magia,
o contentamento dos que relutam
em querer ser o que foram ontem
e o que hoje tu és com soberania
És criança! Simplesmente criança!
POEMA TRISTE
Sobrevivo em rítmo de sobressaltos
Procurando encontrar expressões de anjos
ocultas nos rostos que tentam espreitar
minha alma como se fosse opúsculo
do meu ser tristonho
Ando a procura de semblantes dourados
que vistam minha tristeza
com nuanças ofuscantes
Que realcem os resquícios de alegria
já esquecidos dentro de mim
Que escondem-se timidamente
Imergindo no mais profundo
dos recantos de sua própria existência
Tento não ver as carrancas
Nos rostos daqueles que me consideram
Perigo iminente
Que tentam vencer-me
como se numa guerra encarnecedora
tentando esgrimir com meu ser
ainda mais tristonho
que vive a vida puramente por não poder fugir
de tão medonho fardo
Claudete Maria
.jpg)

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
+(2).jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)

.jpg)
.jpg)
.jpg)
